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Sua Saúde Bucal: Escovação e Higienização

4 de agosto de 20160Artigos

Sua Saúde Bucal: Escovação e Higienização

4 de agosto de 2016 0
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A escovação como todos os hábitos de higiene é adquirido durante o processo de socialização da criança e persistirá durante toda a vida sem grandes mudanças, e quando ensinado o mais cedo possível na infância torna-se uma rotina diária da criança, só necessitando fazer um reforço de ensinamento por volta dos nove anos de idade. A escovação feita por crianças com menos de nove anos de idade é reconhecidamente insatisfatória devido a falta de motivação e destreza manual para esta idade. A instrução de remoção de placa só deve ser dada quando a criança tiver discernimento sobre o que vem a ser higiene bucal e de acordo com o grau de desenvolvimento dela, devendo os pais ser os principais responsáveis pela higienização bucal de seus filhos nessa fase.

 

     A criança nasce sem microrganismos em sua boca, mas os adquire ao longo de sua vida principalmente quando surgem os dentes, pois muitos desses microorganismos necessitam de uma superfície dura para se instalarem e desenvolverem. Nas faces linguais (internas) e vestibulares (externas) onde há atrito constante durante a mastigação, fonação (fala) e deglutição, as possibilidades deles se desenvolverem são menores. A placa é a causa da cárie e da doença periodontal, devido a isto sua remoção diária constitui o procedimento básico de prevenção e cura das doenças bucais obtidas pela escovação.

 

     A criança deve associar a limpeza dos dentes a uma medida de saúde, porque é um complemento da alimentação. O início da escovação deve ser feito o mais cedo possível, desde que a criança aceite essa prática. Várias são as técnicas de escovação, mas o mais importante não é a técnica e sim a eficiência da escovação na remoção da placa bacteriana e massagem da gengiva. Algumas áreas são mais críticas em relação à escovação que seriam os espaços interdentais, a região dentogengival (onde a gengiva entra em contato com os dentes), a região oclusal de molares e pré-molares (área onde se faz a mastigação e que apresentam os aprofundamentos ou sulcos) e a região lingual (interna) dos molares inferiores.

 

     As escovas dentais devem preencher requisitos mínimos para a remoção da placa bacteriana. É necessário que suas cerdas tenham rigidez suficiente para prover esse efeito e, ao mesmo tempo não traumatizarem os dentes e as gengivas, o que é obtido com o arredondamento da extremidade ativa das cerdas que compõem os tufos das escovas. A cabeça deve ser pequena e sempre com cerdas macias.

 

     A higienização bucal deve começar o quanto antes, mesmo que o bebê ainda não apresente dentes. Esta higienização deve ser feita com uma gaze enrolada no dedo e umedecida em água ou soro fisiológico e passada de encontro às bochechas e rodetes gengivais facilitando mais tarde o hábito de higiene bucal na criança. Depois os pais podem utilizar uma dedeira de borracha que possui uma escova na ponta e começar a escovar os dentes da criança enquanto estes surgem na cavidade bucal. A partir de então, com o surgimento dos dentes, a escova deve ser extramacia, com cabeça pequena e com cabo que permita um bom apoio para o adulto que irá fazer a escovação do bebê. A partir dos 3 anos, a criança com desenvolvimento motor normal, começa a gostar de realizar sua própria escovação, neste caso deve ser usada uma escova com cabeça pequena, cerdas macias e que tenha uma proteção no longo eixo do cabo, para evitar acidentes. Um adulto deve, entretanto, complementar a escovação. Para uma criança de 7 anos de idade, sem problemas de desenvolvimento motor e que tenha adquirido a possibilidade de realizar a escovação por si mesma deve-se escolher uma escova que tenha cabeça média, cerdas macias e arredondadas e um cabo robusto, para facilitar a empunhadura .

 

     É necessário lembrar que o mais importante é a perfeição da limpeza e não a freqüência com que os dentes são escovados, pois escovando os dentes de forma inadequada várias vezes ao dia estará apenas correndo o risco de obter uma retração gengival. Independente do risco de cárie e doença periodontal indica-se a escovação dos dentes três vezes ao dia: pela manhã, após o almoço e à noite, após o jantar ou antes de dormir. É necessário que a escovação seja realizada sem pressa, minuciosamente, tocando todas as superfícies dentárias e higienizando a língua também. A escovação realizada à noite (antes de dormir) deve ser a mais criteriosa, pois ao dormir diminui-se ainda mais o fluxo salivar, tornando o PH da cavidade bucal  mais ácido, o que propicia o surgimento de cáries.

 

     A escova elétrica tem sua indicação principal para indivíduos com problemas de coordenação motora, pacientes especiais e idosos.  Os movimentos das escovas elétricas são de vibrações pequenas, não necessitando de técnicas especiais de aplicação, bastando seguir a orientação do fabricante.

 

     Várias são as técnicas de escovação que podemos indicar , mas devemos sempre levar em consideração que o importante não é a técnica e sim a eficiência da escovação, na remoção de placa bacteriana e massagem da gengiva. Muitos pacientes adaptam-se a uma determinada técnica e modificam-na de acordo com sua destreza, alcançando os resultados desejados. Uma das técnicas prescritas e que mais facilmente é absorvida, é a técnica de Fones que coexiste em se cerrar os dentes e fazer movimentos circulares na área externa de todos os dentes superiores e inferiores indo do último dente do lado direito ao último do lado esquerdo. Depois se abre a boca e faz-se o mesmo movimento nas paredes internas atingindo todos os dentes superiores e inferiores, e nas faces oclusais e linguais (onde se mastigam e cortam os alimentos respectivamente), os movimentos são no sentido antero-posterior (vai e vém).

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